Encurralados e Acovardados

Assim está a Policia Militar de Jequié. De olhos vedados para o crime. Não comenta o assunto. Nem sequer ouvi o que as inúmeras denúncias dizem.

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Aconteceu um fato comigo nesta madrugada de terça-feira, dia 1, e acontece com vários cidadãos de bem. Por volta de uma hora da madrugada, um marginal invadiu o telhado de minha residência e forçou o fôrro, para tentar invadir a casa. Ao perceber movimentos dentro da casa, o mesmo não se intimidou a ponto de fugir, mas, apenas silenciou-se, aguardando uma nova investida. Neste mesmo instante, eu (Marcos Oliver) entrei em contato com a Polícia Militar, que aliás, tem um posto fixo, cerca de 500 metros de distância da residência. Um Policial, que se identificou pelo nome de Luciano, parecendo duvidar de meu testemunho, mesmo tendo me identificado como Marcos Oliver, jornalista da 93 FM, disse que não poderia fazer nada. Que deveriamos entrar em contato com a Policia Civil.

Insistindo para que o Policial continuasse me ouvindo, com voz sonolenta, apenas me disse: “anote um telefone que pode lhe servir, 0800 284 8057. Agora tenho que desligar.”

Pedi por várias vezes que o mesmo mandasse uma guarnição até o local, como forma de inibir as ações que poderiam posteriormente acontecer. Nenhuma viatura. Nenhum policial. Apenas eu, minha ex-esposa e meu filho de cinco anos de idade. Sem licença para portar arma de fogo. Acuado dentro de minha própria casa. Temendo pela minha vida e dos demais que ali se encontravam, me agarrei à esperança. Pedindo que a ajuda divina me socorresse. Sim, pois os PMs de minha cidade me negaram socorro e negam para muitos madrugada a fora.

Saudade dos tempos em que tinhamos um poder policial ativo. O comandante está acidentado, lhe desejamos melhoras, e pelo seu perfil dá pra sentir que fará um bom trabalho no município. Mas, não ter um oficial no comando para suprir uma falta como esta, é mostrar que não se pode mais combater o tráfico.

Me sinto envergonhado relatando este fato. Tenho dois colegas Militares e sei de suas competências no que fazem. Sei também que outros policiais, que amam o que fazem, estariam alí me ajudando. Mas, infelizmente, mercenários ocupam um cargo de tamanha importância e mancham a imagem da classe.

A população jequieense está sob o medo do tráfico. Por onde deve andar a Força Tarefa? E os corajosos policiais, que priorizavam a segurança do cidadão de bem? O grupo de operações especiais?

Não dá pra dormir deste jeito, e é o que tenho feito nos últimos dias. Mantenho-me acordado para não ser vítima da covardia.

Jequié está vivendo momentos de terror. Se pudesse, agora, relatava vários outros momentos de tensão. Mas, nem todos me autorizam a fazê-lo em seus nomes.

Justiça! Será que precisamos fazer com as próprias mãos?

Uma resposta

  1. É lamentável Caro Amigo e Colega Marcos Oliver o fato relatado por você,desde já me solidarializo e imagino a sua aflição e desespero por parte de todos que ali estavam contigo em sua residência, correndo até mesmo risco de vida.Mas este fato não é um “Privilégio” só seu.Alguns meses atras passei por situação semelhantes que no meu caso, ao comunicar a policia eles chegaram, 46 minutos depois (o primeiro tempo com direito a prorogação e tudo) mas chegaram e nada encotraram “lógico”.E relato ainda mais, ao saber que tive algo furtado em minha propria residência acredite tive que levar o Policial até a casa do autor do furto em meu veículo particular, pois o mesmo não tinha nem carro muito menos combustivél pra ir até o maginal.E o fim de tudo isso caso queira saber foi nada vezes nada, simplesmente isso, não aconteceu nada,”acho que mim faltou ter bons amigos” lá dentro.

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