Servidores discutem solução para reajuste salarial

Foi realizada ontem (14) uma reunião entre funcionários públicos de várias categorias e representantes do Governo Estadual. Eles discutem uma solução para o reajuste salarial do servidor. Por causa do impasse, mais de um milhão de estudantes baianos estão sem aula há uma semana. Os delegados de todo o Estado também entraram em greve.A paralisação de 48 horas começou às 14h. Na delegacia, só os serviços considerados essenciais, como a prisão em flagrante e laudos cadavéricos, continuam funcionando. No Complexo Policial dos Barris, em Salvador, os delegados se reuniram do lado de fora da unidade.

Eles querem a revisão do piso salarial que, segundo o sindicato dos delegados, é de R$ 4 mil, e a aprovação do subsídio da categoria. ‘Nós queremos ser atendidos e não radicalizar’, afirma Kátia Brasil, representante da Associação dos Delegados. Só as delegacias do Idoso, do Adolescente Infrator e de Proteção à Criança e ao Adolescente, além do plantão de levantamento cadavérico, não pararam.

Escolas

Paralisação também nas escolas públicas. Em Itabuna, cerca de doze mil alunos da rede estadual estão sem aula. A paralisação atingiu todos os colégios estaduais do município. Segundo a Associação dos Professores, 90% dos 56 mil professores no Estado aderiram à paralisação.

Em Salvador, no colégio Manoel Novaes, poucos alunos apareceram na esperança de ter aula. ‘A greve é muito prejudicial porque atrasa o ano letivo’, reclama a estudante Paloma de Oliveira. Já no colégio Central, um dos maiores de Salvador, no bairro de Nazaré, salas de aula e quadras de esportes ficaram vazias.

*Com informações do BATV

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