Polícia Federal inicia Operação Selo

A Polícia Federal inicia no na útlima quinta, dia 2, a fase ostensiva da Operação Selo. A ação é uma continuação das investigações iniciadas com o escândalo que envolveu Maurício Marinho, o ex-chefe do Departamento de Contratação e Administração de Material dos Correios. A operação conta com a participação de 120 policiais federais, membros da Controladoria Geral da União e acontece no Rio de Janeiro, no Distrito Federal e ainda em outros estados do País. No total serão cumpridos 25 mandados de busca e apreensão e cerca de 5 prisões temporárias contra membros de uma organização criminosa que lesava a Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos.

O líder da organização criminosa atuava pelo menos desde 1994 e fraudava licitações utilizando empresas com diferentes personalidades jurídicas. A principal liderança do esquema, e que já foi preso na ação de hoje, também já havia sido condenado pela Justiça Federal por crime semelhante em 1995.

A Fraude

Para fraudar as compras da ECT a quadrilha corrompia servidores da empresa para que aprovassem produtos com especificações abaixo das constantes nos editais de licitação. Com a fraude, as empresas ligadas ao grupo podiam oferecer os menores preços e, portanto, vencer a concorrência. Várias licitações estão sob supeita de terem sido fraudadas, em apenas uma delas os Correios gastaram quase R$ 8 milhões para comprar cofres fora dos padrões de segurança exigidos. A baixa qualidade do produto foi comprovada em laudo pericial do Instituto Nacional de Criminalística da Polícia Federal.

A Organização Criminosa

O fato de o esquema infiltrado nos Correios ter sido desmantelado em 2005, durante o escândalo Maurício Marinho, não impediu que os principais lobistas e articuladores do grupo continuassem a corromper servidores e assim vencer as concorrências.

Os mandados foram concedidos pela 10a. Vara da Justiça Federal do Distrito Federal, e todos os presos serão encaminhados à Superintendência da Polícia Federal no Distrito Federal, Setor Polícial Sul. Os policiais responsáveis pela investigação assim como os procuradores do caso estarão à disposição da imprensa a partir da 11h no Auditório do Instituto Nacional de Criminalística, no setor policial sul.

*fonte: Divisão de Comunicação Social/PF

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