Ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiram nesta segunda (27) tornar réus denunciados pertencentes ao chamado “núcleo político-partidário” do mensalão, entre os quais o ex-ministro José Dirceu, os deputados José Genoino (PT-SP) e Valdemar Costa Neto (PR-SP), o ex-tesoureiro do PT Delúbio Soares e o deputado cassado e presidente nacional do PTB, Roberto Jefferson.
O Supremo também aumentou o número de processos que já pesavam contra o núcleo publicitário-financeiro, encabeçado, segundo a denúncia da Procuradoria-Geral da República, pelo publicitário Marcos Valério.
Confira as versões dos réus
Após a sessão desta segunda, já são 37 os que responderão, na condição de réus, a ações penais por suposta participação no esquema. No total, a Procuradoria-Geral da República denunciou 40 pessoas.
Os três que até esta segunda não figuravam entre os réus são o publicitário Duda Mendonça e a sócia dele, Zilmar Fernandes, além do ex-secretário-geral do PT Sílvio Pereira. Nesta terça (28), o STF analisará denúncias contra os três.
Em relação a Silvio Pereira, os ministros já tinham decidido na sexta que não seria aberto processo contra ele por peculato. Nesta segunda, ele escapou de processo por corrupção passiva. Nesta terça, os ministro decidirão se receberão a denúncia contra ele por formação da quadrilha.
Em relação aos ex-membros do governo e dirigentes de partidos políticos, o STF aceitou denúncia por corrupção ativa contra o ex-ministro da Casa Civil José Dirceu, contra o ex-presidente do PT José Genoino, e contra o ex-tesoureiro do partido Delúbio Soares.
Os ministros decidiram abrir ações penais contra políticos do PTB, como o deputado cassado Roberto Jefferson, do PP, como o deputado Pedro Henry, do PL, como o ex-deputado Valdemar Costa Neto, e do PMDB, como o ex-deputado José Borba.
No núcleo publicitário-financeiro, o Supremo decidiu abrir ações penais contra os publicitários Marcos Valério, Ramon Hollerbach, Cristiano Paz, Rogério Tolentino, contra a ex-diretora da SMP&B Simone Vasconcelos e Geiza Dias, ex-auxiliar da diretoria da agência, pelo crime de corrupção ativa em relação aos repasses aos partidos políticos.
Valério, Ramon e Cristiano já haviam se tornado réus pelo mesmo crime na semana passada, mas pelas acusações referentes a contratos na Câmara dos Deputados e transferências do Banco do Brasil para a DNA Propaganda, de acordo com informações da assessoria do tribunal.
O ex-ministro dos Transportes Anderson Adauto responderá por mais uma acusação, a de corrupção ativa. Na semana passada, ele já havia se tornado réu por lavagem de dinheiro.
*fonte: G1
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