Incluída no calendário obrigatório de vacina infantil desde março do ano passado, a vacina contra o rotavírus tem tido menos procura nos postos de saúde do estado. Segundo dados da Secretaria de Saúde do Estado (Sesab), cerca de 50% das crianças não retornam para tomar a segunda dose, o que vem comprometendo a imunização e motivando o surgimento de novos casos de gastroenterite no estado.
Ainda de acordo com a Sesab, mais de 10% dos casos da doença estão associados ao rotavírus na Bahia. No mundo, ocorrem, a cada ano, cerca de 125 milhões de episódios provocados pelo vírus, causando entre 600 mil e 870 mil óbitos.
A primeira dose deve ser aplicada em bebês com idade entre 45 dias e dois meses. Já a segunda dose, deve ser dada a partir de cinco meses e 15 dias. O intervalo entre as doses deve ser de quatro semanas e só poderá tomar a segunda dose a criança que já tiver tomado a primeira.
A vacina contra rotavírus não deve ser, de forma alguma, aplicada fora das faixas etárias preconizadas, pois até agora só existem estudos seguros sobre a vacina nesse intervalo de idade.
A transmissão do rotavírus está diretamente ligada a hábitos de higiene. Ela pode acontecer pela via fecal-oral, por água ou alimentos, por contato entre pessoas, objetos contaminados e, também por secreções respiratórias. A maioria das crianças se infecta nos primeiros anos de vida, no entanto, os casos mais graves ocorrem principalmente em crianças até 2 anos de idade.
*fonte: Correio da Bahia