
Desde o último dia 3 de agosto não há tráfego na Avenida Franz Gedeon. O equivalente a 112 dias. Quase trinta por cento de um ano sem ponte. Essa é a realidade dos comerciantes da citada avenida. O período de ociosidade corresponde a um terço do ano inteiro. Um terço de desespero, sem clientes, sem dinheiro para pagar, sequer, os produtos adquiridos para a venda.
Sem ponte, sem tráfego, sem dinheiro para cobrir custos e pagar funcionários. Uma realidade desanimadora. Há informações de que comerciantes da localidade já estariam planejando a ida para outras cidades. Segundo informações, vários funcionários já foram demitidos. Não há condições de sobrevivência. Existe a oferta, mas não há demanda.
A presidente da CONDER, em entrevista cedida a mim, afirmou que não haveria mais possibilidade de construção da ponte em 2007. Mas, a prefeitura insistiu que a obra deveria ser iniciada em caráter de urgência.
Com pouco efetivo e sem dinheiro para a compra dos materiais a ponte vai sendo erguida pedra por pedra. Aos passos de uma tartaruga. Segundo informações, a Prefeitura utilizaria recurso próprio para erguer a ponte, mas, nos bastidores, comenta-se que as obras foram iniciadas para conter a fúria da população. Em contato com dirigentes do CONDER, o secretário Wilson Midlej teria pedido que o Governo participasse da construção das obras entrando em convênio e repassando parte do valor das obras para os cofres municipais.
Mas, até que essa verba seja liberada, não teremos o prazer de presenciar o trânsito liberado em uma das avenidas mais importantes do município.
*foto extraida do blog do Souza Andrade
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O assunto é muito mais polêmico, senão vejamos:
1 – A ponte não precisava ser demolida!
2 – Depois das denúncias o prefeito disse que tinha laudo técnico indicando a demolição. Nunca apareceu. E se aparecer tem que vir acompanhado de ART expedida pelo CREA/BA que tem credibilidade. Essa eu quero ver!
3 – O custo de demolição foi superfaturado pela secretaria de obras e o empreiteiro que demoliu é o mesmo que está construindo!!!??
4 – Fizeram uma licitação em que a empresa ganhadora (a mesma que demoliu) levou a obra por um preço maior que o absurdo planilhado pela secretaria de obras.
5 – Esqueceram-se. pensando que o povo é besta, dos princípios de transparência, legalidade, economicidade, etc… sem contar com os princípios básicos da vergonha na cara, da honestidade que ainda está na moda, da competência e do respeito com o dinheiro do povo!
O prefeito deveria isentar de IPTU e ISS os comerciantes prejudicados pelo fiasco da derrubada desnecessária da ponte. CDL, defenda esta bandeira.