Hoje discorreremos sobre um assunto polêmico em todo o País: a Febre Amarela, que tem levado milhares de pessoas aos postos de vacinação em todas as cidades. Pesquisando em sites específicos como o do Dr. Drauzio Varela, reunimos informações importantíssimas a cerca da doença e como deve ser combatida. Vamos esclarecer pontos importantes e que devem ser levados em consideração, para não gerar conflitos ou tumultos nos postos de saúde.
A Febre Amarela é uma doença infecciosa, causada por um flavivírus, cujos reservatórios são os primatas, ou seja, os macacos. Existem dois tipos de febre amarela: a silvestre, transmitida pela picada do mosquito Haemagogus , e a urbana transmitida pela picada do Aedes aegypti, o mesmo que transmite a dengue e que foi reintroduzido no Brasil na década de 1970. É bom deixar claro que, mesmo os vetores sendo diferentes, o vírus e a evolução da doença são absolutamente iguais. Mais importante ainda é deixar claro que a doença não é transmitida de uma pessoa para a outra. A doença só é transmitida quando um mosquito pica uma pessoa ou macaco infectados e depois pica uma pessoa saudável, que não tenha tomado a vacina. Por isso a importância de que todos estejam imunizados, mas, deve-se salientar que a vacina tem validade de 10 anos, por tanto, muitas pessoas que viajam constantemente para outros estados e países já estão imunizadas, devido as exigências para se adentrar em outros países, por tanto, se uma pessoa tomou a vacina há cerca de 10 anos, não precisa tomar uma nova dose, já está protegida contra o vírus. Contudo se passados dez anos da vacinação, a mesma deverá ser renovada. É necessário então que as pessoas que não tomaram a vacina procurem um posto médico, mas sabendo que a prioridade na fila é para pessoas que vão viajar para outros países ou locais de risco ou zonas de mata.
Os principais sintomas da febre amarela – febre alta, mal-estar, dor de cabeça, dor muscular muito forte, cansaço, calafrios, vômito e diarréia aparecem, em geral, de três a seis dias após a picada (período de incubação). Enfatizando que seus sintomas são bem parecidos com os da dengue e malária. Lembrando, também, que a doença pode ser fatal, o que exige rapidez e precisão do diagnostico. Caso se recupere, o paciente provavelmente não apresentará seqüelas. Uma vez diagnosticada a doença, o paciente deverá ser encaminhado ao tratamento hospitalar, que consiste, basicamente, em hidratação e uso de antitérmico, tudo isso a fim de se evitar o risco de epidemia nas áreas urbanas, já que o vírus poderá se propagar muito rapidamente através do mosquito da dengue.
Geralmente, a vacina, que é eficaz contra a doença deve ser feita a partir dos nove meses de vida, mas em áreas de risco, poderá ser feita já no sexto mês de vida, levando-se em consideração a possibilidade de um novo surto da doença, e o nosso País já se enquadra nessa possibilidade já que foi constatada no Brasil a morte de, pelo menos, sete pessoas num curto período de tempo, esclarecendo que para as mulheres que amamentam não há nenhuma contra-indicação. Elas podem sim tomar a vacina. Já no caso de gestante e pessoas que tenham alergia a ovos e seus derivados há contra indicações. Para que a vacina produza os anticorpos necessários ao combate é preciso esperar um prazo de dez dias depois de tomá-la, o que significa que as pessoas não podem deixar para o dia da viagem o uso da vacina. É também importante frisar que o Ministério da Saúde está recomendando o uso da vacina para as pessoas que devem passar pelo sul da Bahia, considerado potencial em risco. Concluímos assim que para as pessoas que continuam na cidade, como não há risco até o momento, que poderão seguir normalmente o seu calendário de vacina, sem pressa.
O doutor Drauzio Varela dar algumas recomendações para combater a doença:
• Vacine-se contra febre amarela pelo menos dez dias antes de viajar para áreas de risco e não se esqueça das doses de reforço que devem ser repetidas a cada dez anos;
• Use, sempre que possível, calças e camisas que cubram a maior parte do corpo;
• Aplique repelente sistematicamente. Não se esqueça de passá-lo também na nuca e nas orelhas. Repita a aplicação a cada quatro horas, ou a cada duas horas se tiver transpirado muito;
• Não se esqueça de reaplicar o repelente toda a vez que molhar o corpo ou entrar na água;
• Use mosqueteiro, quando for dormir nas áreas de risco,
• Procure informar-se sobre os lugares para os quais vai viajar e consulte um médico ou os núcleos de atendimento ao viajante para esclarecimentos sobre cuidados preventivos;
• Erradicar o mosquito transmissor da febre amarela é impossível, mas combater o mosquito da dengue nas cidades é uma medida de extrema importância para evitar surtos de febre amarela nas áreas urbanas. Não se descuide das normas básicas de prevenção.
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