Prefeito acusado de desviar meio milhão de reais

Prefeito acusado de desviar meio milhão de reais da saúde, em Aurelino Leal, e será investigado por uma Comissão Processante criada na terça-feira, 22, pela Câmara de Vereadores do município. Faltando pouco mais de 9 meses para eleição de outubro, o clima é tenso no município, que tem 14.458 habitantes, segundo o censo 2007 do IBGE. O assassinato do ex-prefeito Gilberto Ramos de Andrade estará entre os assuntos de campanha.

Além de acusado do desvio de recursos públicos, o atual prefeito Giovanni Gagliano Lopes figurou na lista de suspeitos de ter mandado assassinar Andrade, de quem era inimigo político. “Os depoimentos dos possíveis pistoleiros foram forjados”, defende-se.
Ele acusa o presidente da Câmara de Vereadores, Eduardo Soares Silva, o “Catalão”, de patrocinar as denúncias. “Todas as acusações feitas contra mim são infundadas e ele não pode comprová-las. Mas posso comprovas as denúncias que fiz ao Ministério Público contra ele”.

Giovanni Gagliano afirma que Soares recolheu INSS dos funcionários e vereadores e não depositou. “A denúncia foi feita ano passado ao MP. Ele não vai me tirar do cargo como planeja, como fez com o ex-prefeito Wilson Figueiredo, que não teve direito a defesa”.

Investigações
Já o presidente da Câmara afirma que recebeu denúncias de que o município estava comprando medicamentos e contratando serviços sem licitação, como manda a lei. “O rombo aos cofres públicos pode ultrapassar aos R$ 500 mil somente na saúde”, afirma Eduardo.
Ele diz que a Câmara instaurou a Comissão Processante depois de receber de populares denúncias de desvio de dinheiro público. “Novas denúncias devem chegar nos próximos dias. Há indícios de que está havendo uma verdadeira farra com dinheiro público”.
Soares nega que haja algum tipo de perseguição ao prefeito e destaca que a CP foi aprovada por oito dos nove vereadores. “Vamos fazer nosso papel, que é investigar todas as denúncias. A partir desta segunda-feira, a comissão se reúne para definir o cronograma”.
O prefeito rebate afirmando que as irregularidades na saúde foram cometidas na gestão anterior, ou seja, no período do ex-prefeito Gilberto Ramos, que obviamente não está vivo para se defender.
“Contratei auditoria de uma empresa de Itabuna e foram constatadas diversas irregularidades, inclusive de carros alugados sem licitação”. Giovanni alega que as compras de medicamentos foram emergenciais e com a aprovação do Conselho Municipal de Saúde.
O prefeito acabou admitindo que o contrato para locação dos veículos foi feito sem licitação. “Mas já estamos providenciando a regularização”.
A Comissão Processante, que tem 90 dias para concluir as investigações, será presidida pelo vereador Valter Rodrigues e terá na relatoria Humberto Mendonça. No final das investigações, os vereadores podem optar ou não pela cassação do prefeito.
Enquanto isso, ele obteve uma liminar da justiça que impede seu afastamento antes da conclusão do relatório. Giovanni Gagliano está no cargo de prefeito desde o meio do ano passado, logo depois do assassinato de Gilberto Ramos Andrade. Andrade foi morto a tiros na BR-101, quando viajava para Itabuna.
O processo que investiga o crime está na justiça e muitas dúvidas persistem sobre os mandantes. Pelo menos três suspeitos estão detidos, incluindo o ex-prefeito de Aurelino Leal, José Augusto Neto.

Uma resposta para “Prefeito acusado de desviar meio milhão de reais”

  1. jessica Disse:

    E o de Jequié, quando as providências serão tomadas? o povo lá parece que dorme em berço esplêndido.

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