O grande problema da política de Jequié tem sua raiz fincada no mesmismo de antanho. Não é o político pela política, mas o político pelo poder. Pode até alguém discordar dessa minha teoria, sob alegação de que em todo lugar é assim. Ocorre que só posso falar do que vivo e conheço. Existe diferença? O meu velho Lello me traduz assim a palavra política: ” arte de governar um estado. A verdadeira política é honesta. Negocios que interessam ao Estado.” Aquele que age sob essa tradução, exercita a arte de governar, é o político pela politíca.
Nenhum negócio é mais importânte e de interesse de um estado do que o atendimento e cuidado dispensado ao seu povo, em todas as exigências de uma sociedade, sem discriminação de cor, raça ou patrimônio financeiro. O contrário é o que chamo de político pelo poder, aquele que tem e quer a todo custo exercitar o mando, e , para não perder esse mando, insinua-se de todas as formas, atropelando critérios até. Armando qualquer tipo de acordo e coligação política, contanto que não lhe tirem o “sagrado” direito de nomear e desnomear, transferir, rebaixar e não promover os que não comungam dos “seus ideais”, métodos de administrar a coisa pública. Veja você os que reclamaram, denunciaram com seus discursos críticos, conclamando mudanças sob alegação de que só dois grupos se revezavam quando não se juntavam, para sempre continuar “mandando” na política de Jequié. Tem alguma coisa diferente dos que assumiram o poder, já há 12 anos e querem se perpetuar agora “familiarmente”?. Não adianta cobrar coerência, este é critério pra gente séria. Ou não é?
E ainda quer, a justiça eleitoral, que o voto seja do partido. Que partido? Se a realidade mostra que, no Brasil, os Partidos são todos partidos.
Escrito por marcosoliver