Num texto mal elaborado e com argumentos pouco convincetes, a ASPOJER (Associação de Policiais de Jequié e Região) está pedindo reconsideração da imprensa no trato da notícia envolvendo a Polícia Militar de Jequié e a morte do adolescente Bismarque Ribeiro de Oliveira, 17 anos. Nesse mesmo texto, questiona se há dentre os JORNALISTAS da cidade algum Perito, Juiz ou Promotor. Que pergunta mais idiota! O que é normal se considerarmos que o texto não foi, sequer, revisado. Mas, certamente haja dentre os membros da ASPOJER um nobre Jornalista.
Quanto ao tratamento dispensado ao fato de um menor ter sido morto, segundo testemunhas, quando já estava encurralado e se entregando a PM, pela primeira vez, incitado pela citada Associação, comento o assunto. Não sei do comportamento diário do menor morto pela PM. Não o conhecia: Nem disse isso. O que sei sobre ele foi dito por milhares de pessoas, dentre elas testemunhas, que protestaram na porta do 19º BPM e do Forúm Bertino Passos, pedindo justiça. Se constar em sua ficha várias passagens pela polícia, como afirma a nota, esta afirmação teria sido omitida até pelo comandante Ten-Coronel Gilmar Carvalho, que se limitou a dizer que o jovem tinha uma passagem por roubo a mão armada, em setembro de 2007. Se a ASPOJER acredita que o comandante tenha encurtado a extensa ficha, segundo a associação, do jovem, que a crítica seja dirigida a ele e não a imprensa.
A nota traz ainda a informação de que a imprensa está tentando manchar a imagem de um policial sério e competente. Mentira, informação falsa e manipulada, já que a imprensa nem ao menos citou o seu nome, questionando apenas, se era necessária à morte do menor. E, para que não haja dúvida quanto as nossas intenções, extra-oficialmente, já tivemos o nome do policial que teria feito os disparos, supostamente, com uma pistola ponto quarenta, mas para resguardar a sua imagem e de sua família, decidimos por não divulgar o seu nome. A ASPOJER justifica o pedido de retratação, alegando que a imprensa jequieense está crucificando um cidadão de bem. Como pode isso acontecer se nem o seu nome foi citado na imprensa. Contudo, a nota da ASPOJER injuria a PM contra a imprensa e jornalistas locais, fugindo de sua finalidade, ou seja, incita-os contra os jornalistas, porque não quer que o fato continue sendo noticiado.
A ASPOJER tem um departamento jurídico com cerca de oito advogados e a imprensa jequieense vai estar aguardando as provas que estão sendo recolhidas, segundo ela, para que haja retratação.
Limitamo-nos apenas a entrevistar os pais da vítima, amigos, testemunhas de sua morte, o comandante do 19º BPM, onde estão lotados os policiais da referida operação e o promotor de justiça Dr. Maurício Cavalcante. Todas estas entrevistas estarão disponíveis neste blog para apreciação de nossos leitores.
*Não disponibilizarei comentário feito por mim anteriormente, porque não houve, mas participei da entrevista com o Ten-Coronel Gilmar Carvalho, a qual todos terão acesso.
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