Borges lança ofensiva para fortalecer oposição e se torna fiador de aliança entre Geddel e Souto

cesar_borges_geddel_20090914-300x189Determinado a fortalecer a oposição, unindo o DEM ao PMDB, o senador César Borges, presidente estadual do PR, lançou ontem uma ofensiva através de seu partido que pode finalmente resultar na formação de um bloco da minoria na Assembleia Legislativa, trazendo consequências desastrosas para o governo na Casa.

Sob o argumento principal de que nenhum dos partidos da base de apoio do presidente Lula, a exemplo do PR, definiu apoio automático à candidatura da ministra Dilma Roussef à Presidência da República neste momento, Borges acabou enquadrando os parlamentares estaduais republicanos que namoram com o governo Jaques Wagner (PT) no campo oposicionista.

Para consolidar o acordo, levou toda a bancada estadual a assinar um documento concedendo ao PR o direito de aliançar-se com os demais partidos da oposição na Casa – DEM, PMDB, PSDB, PTN e PSC -, o que, na prática, viabilizaria a formação do bloco da minoria na Assembléia. Juntos, os partidos teriam 31 deputados, um a menos do que a metade de todos os parlamentares estaduais.

Se a idéia do bloco prosperar, por intermédio do PR, onde quatro dos seis deputados estaduais são simpáticos ao governo, Borges terá dado o mais importante passo no fortalecimento das duas candidaturas da oposição ao governo do Estado até o momento. O senador nunca escondeu o interesse de aproximar os candidatos Paulo Souto (DEM) e Geddel Vieira Lima (PMDB).

Acredita mesmo ser capaz de, eventualmente, costurar um acordo entre os dois ainda no primeiro turno ou, se a estratégia revelar-se impossível, no segundo, razão porque se tornou um crítico constante das pequenas desavenças que, por vezes, colocam democratas e peemedebistas na defensiva mútua, como se não enxergassem no governo “um inimigo comum”.

Privadamente, Borges faz parte do seleto grupo de expoentes oposicionistas que acredita piamente na tese de que, construindo dois palanques para a ministra Dilma Roussef na Bahia, Geddel divide a força do PT e de seus aliados, prestando um serviço inestimável para as oposições no Estado. Por isso, o ministro deveria ser, ao invés de hostilizado, muito bem tratado pelo DEM.

No encontro de hoje, para que os deputados do PR chegassem à conclusão de que o melhor seria assinar o acordo delegando à legenda o direito de aliançar-se com as demais partidos oposicionistas, outro elemento foi decisivo. A percepção de que, mais do que nunca, pela legislação atual, a agremiação partidária assumiu o controle da vida política de seus membros.

Um outro fator influenciou positivamente a decisão: a idéia de que a união em torno de um bloco, neste momento, pode resultar também na perspectiva de uma aliança eleitoral mais à frente, isto é, num chapão, o que, em tese, a olhos de hoje, pode garantir a reeleição de todo o bloco oposicionista na Assembleia Legislativa.

Na conversa que teve com o Política Livre, hoje à noite, após a reunião com a bancada, Borges admitiu que, apesar da delegação concedida ao partido para a composição com os oposicionistas, os deputados do PR ficarão livres para votar como quiserem. “Simplesmente, não posso entrar na consciência de cada parlamentar”, disse, insinuando humildade.

Trata-se, entretanto, de um recurso meramente retórico destinado a minimizar a percepção pública de que a peça que mexeu hoje terá grandes consequências sobre a correlação de forças na Assembleia e, consequentemente, fora dela, o que, para as oposições, é igualmente importante. Afinal, num bloco vale mais a decisão do líder do que os anseios e simpatias individuais de cada deputado.

*Política Livre

Anúncios

Um comentário sobre “Borges lança ofensiva para fortalecer oposição e se torna fiador de aliança entre Geddel e Souto

  1. WAGNER GASTA QUATRO VEZES MAIS COM PROPAGANDA, QUE COM SEGURANÇA
    Quem sou eu
    O governo da Bahia, de janeiro a outubro deste ano, já gastou R$ 61,6 milhões em publicidade, mais do que foi gasto em investimentos com segurança pública (R$ 15,9 milhões). Os dados, são do Sistema de Informações Contábeis e Financeiras (Sicof) da Secretaria Estadual da Fazenda (Sefaz). É um aberração o governo petista da Bahia, ter priorizado gasto maior para propaganda do que nos investimentos em segurança pública e esta realidade é uma distorção grave, cujas conseqüências são denunciadas no noticiário diário, com índices enormes e preocupantes de criminalidade; policiais sendo assassinados e cidades sem delegados. Segundo os relatórios do Tribunal de Contas do Estado (TCE), a administração estadual, em 2007, empenhou R$ 29,8 milhões em publicidade, e, em 2008, R$ 50,7 milhões. O valor gasto este ano já supera os empenhos do ano passado e a tendência é o Estado abrir mais a torneira a fim de ter uma maior margem para 2010, já que, segundo a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), no último ano da gestão, o gasto não pode ultrapassar a média dos três primeiros.

    Curtir

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s