Cobrança de pedágios nas BRs 324 e 116 devem começar em abril de 2010

O início de cobrança de pedágio nas BRs 324 e 116, até a divisa com Minas Gerais, foi adiado de fevereiro para 9 de abril de 2010. Serão sete praças de cobrança distribuídas ao longo dos 680km privatizados. As obras de recuperação das duas estradas já estão em andamento pela concessionária Via Bahia e devem estar concluídas antes do começo da cobrança.

Entre Salvador e Feira de Santana, serão duas praças de pedágio, e em cada uma delas a tarifa será de R$1,40, e não R$1,70, como informado anteriormente. Ou seja, neste trecho, o condutor terá que desembolsar R$2,80. Quem seguir para o sul do estado vai pagar R$2,50 em cada um dos outros cinco pontos de cobrança. No trecho de Feira até a divisa com Minas, o valor total será de R$12,50.

De acordo com o presidente do consórcio Via Bahia, Sergio Santillán, os preços são estimados com base no Índice de Preço ao Consumidor Ampliado (IPCA), que é o regulador dos reajustes da tarifa. “Quando participamos da licitação, em 2005, os valores eram de R$1,26 para a BR-324 e R$2,21 na BR-116. Com base no índice estimado até abril de 2010, chegamos a essa nova projeção”, explicou.

Pelo cronograma inicial, as obras já deveriam estar avançadas. Contudo, um atraso na assinatura do contrato, em decorrência de uma ação judicial, repercutiu em toda a empreitada. Quem circula hoje pelas rodovias ainda tem que andar em ziguezague para fugir dos buracos, ficar atento aos desníveis da pista e aumentar a atenção em função da sinalização precária. Por enquanto, os trabalhos da concessionária não foram além de roçado, capinagem e limpeza da faixa de domínio. A operação tapa-buracos só começou na BA-528. Mas, nos próximos dias, chegará às BRs 324 e 116.

Partes das BAs 526 e 528 também serão administradas pela concessionária. No entanto ficarão isentas de cobrança. “Nosso desafio é que temos um curto espaço de tempo para a recuperação de quase 700km de rodovia em condições precárias. O trecho Salvador- Feira, por exemplo, nunca teve uma recuperação estrutural, apenas soluções paliativas”, diz Santillán.

A primeira etapa de trabalhos prevê a restauração das pistas e dos acostamentos, a recuperação emergencial e a limpeza das redes de drenagem, recuperação dos dispositivos de segurança, sinalizações horizontal e vertical, além de reparos dos sistemas elétrico e de iluminação, entre outros.

Empregos
Hoje, são 100 pessoas atuando nas obras, número que subirá para 200 dentro de 15 dias. O pico dos trabalhos ocorrerá em janeiro, quando tem início a construção de sete praças de pedágio, 15 bases operacionais, quatro bases de balança fixa, quatro pontos de balança móvel e recuperação de parte da pavimentação e sinalização.

Nessa fase, a obra vai gerar 300 empregos diretos e três mil indiretos. Com o início da cobrança do pedágio, serão 880 empregos diretos e 4.040 indiretos. O contrato prevê 25 anos de exploração, com contrapartida de manutenção das vias e oferta de serviços.

O investimento para o período é de R$1,9 bilhão e a estimativa de arrecadação, de R$102 milhões por ano. Desse montante, 5% (ISS) serão destinados a 26 municípios distribuídos ao longo das rodovias. “A distribuição (do repasse do ISS) será proporcional à área de abrangência do município ao longo da rodovia”, explica Santillán.

As duas BRs representam um importante corredor de escoamento de produtos para exportação, que termina nos portos de Aratu e Salvador. Mas demandam uma série de investimentos em infraestrutura. As rodovias são caracterizadas pelo tráfego intenso. A 324, com pista dupla, possui dois terços do pavimento em condição inferior ao desejado.

Passarelas
Segundo a Agência Nacional de Transportes Terrestres, cerca de R$68 milhões deverão ser investidos antes do início da cobrança da tarifa de pedágio. As melhorias que deverão ser feitas após a cobrança de pedágio nas BRs 116 e 324 pela Via Bahia incluem implantação de 41 passarelas; iluminação de trevos, passarelas e perímetros urbanos; duplicação de 83,7km entre Feira e o entroncamento da BR-242 até o terceiro ano de concessão. Já a duplicação de toda a BR-116 e a terceira faixa da BR-324 estão condicionadas ao volume de tráfego.

(Notícia publicada na edição impressa do dia 23/11/2009 do CORREIO)

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