Bahia capacita mais de 1,4 mil pessoas em turismo étnico-afro‏

A Secretaria Estadual do Turismo (Setur) e o Instituto Compasso assinaram nesta sexta-feira (17) o contrato para execução de cursos de qualificação para profissionais e microempresários que atuam no segmento de turismo étnico-afro. A iniciativa conta com investimentos de R$ 1,2 milhão e beneficia mais de 1,4 mil pessoas em Salvador, Santo Amaro, Cachoeira, Maragojipe e São Francisco do Conde.

Os cursos serão ministrados pelo Instituto Compasso e devem ter duração de 18 meses, com carga de 200 horas. O objetivo é promover os principais destinos do setor étnico-afro no estado. Serão treinados cozinheiros, camareiras, garçons, recepcionistas e microempresários. Durante o evento, na sede da Setur, o secretário Antonio Carlos Tramm destacou que a capacitação vai permitir especialmente a qualificação para os afrodescendentes.

Ele informou que outras ações estão sendo implementadas para o desenvolvimento do turismo étnico-afro. “Lançamos um livro para promover os nossos roteiros, conseguimos viabilizar um voo direto para os Estados Unidos e estamos fazendo um mapeamento para identificar os praticantes da capoeira no Brasil e no exterior para torná-los embaixadores da Bahia”.

A pedagoga e coordenadora dos cursos que serão ministrados pelo Instituto Compasso, Valdíria Lopes, destacou que o diferencial desse modelo de qualificação é trabalhar a identidade e a cultura afrodescendente junto aos profissionais e microempresários beneficiados. “Um destino turístico se torna atraente quando define a sua vocação, e a Bahia tem feito isso. Precisamos valorizar a identidade dessa pessoa que será capacitada para que ela entenda a importância desse legado cultural”.

A superintendente de Serviços Turísticos da Setur, Cássia Magalhães, declarou que há um trabalho de mapeamento dos terreiros de candomblé e comunidades quilombolas situados nos municípios turísticos da Bahia. “A ideia é conscientizar visitantes e receptores no que se refere à importância cultural e histórica do povo afrodescendente, sobretudo para que sejam respeitados os costumes e características desses locais que têm sido cada vez mais procurados, sobretudo pelos estrangeiros”.

O presidente do Conselho Baiano de Turismo e do Sindicato dos Hotéis, Sílvio Pessoa, falou da importância da qualificação profissional, principalmente por conta da realização de grandes eventos, como a Copa do Mundo de 2014 e o torneio de futebol das Olimpíadas de 2016. “Estamos fazendo a nossa parte, pois os principais hotéis de Salvador e do entorno serão reformados para atender aos padrões internacionais de qualidade”. Segundo ele, a previsão é que o estado receba 600 mil turistas para a Copa do Mundo de 2014.

Trabalho de divulgação

A presidente da Bahiatursa, Emília Silva, ressaltou o trabalho de divulgação da Bahia, sobretudo com ações nos Estados Unidos, e disse que o Estado vai intensificar as promoções do segmento étnico-afro nos países da Europa. “Também temos roteiros integrados com outros estados, sobretudo Alagoas, que possui uma ação com o Quilombo dos Palmares”.

A representante do terreito Oxumaré, na Vasco da Gama, Rosy Mary, afirmou que o turismo étnico-afro pode trazer uma reparação ao povo negro, através de um empoderamento. “Os turistas vão poder conhecer os quilombos, a culinária afrobrasileira, o artesanato, a religiosidade negra e seus costumes, gerando renda para essa comunidade”.

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