Papa fala de um imenso sofrimento causado por abusos de menores

O papa Bento XVI abordou novamente neste sábado o tema dos escândalos de pedofilia ao mencionar o “imenso sofrimento causado pelo abuso de menores” e expressar seu “profundo pesar às vítimas inocentes desses crimes atrozes” na missa celebrada no Palácio de Westminster, em Londres, no terceiro dia de sua visita ao Reino Unido.

“Penso também no imenso sofrimento causado pelo abuso de menores, especialmente pelos ministros da Igreja”, afirmou o Sumo Pontífice em sua homilia.

“Acima de tudo, quero manifestar meu profundo pesar às vítimas inocentes desses crimes atrozes, junto com minha esperança de que o poder da Igreja de Cristo, seu sacrifício de reconciliação, trará a cura profunda e a paz a suas vidas”.

“Da mesma forma, reconheço com vocês a vergonha e a humilhação que todos sofremos por causa desses pecados”.

Bento XVI já havia abordado este delicado tema no avião que o levou na quinta-feira passada a Edimburgo, primeira etapa desta visita de Estado histórica de quatro dias ao Reino Unido.

O Papa admitiu então que a Igreja não foi suficientemente vigilante ou rápida e firme para impedir e tratar dos abusos sexuais contra crianças, que provocaram uma enxurrada de denúncias contra padres católicos no mundo todo.

No dia seguinte, voltou a referir-se de maneira velada ao tema, quando pediu aos dirigentes de mais de 2.800 centros educativos católicos do Reino Unido que garantam “um ambiente seguro para crianças e jovens”, em um ato festivo junto a jovens em Twickenham, perto de Londres.

E deverá voltar a tratá-lo num encontro com dezenas de vítimas britânicas que, segundo os vaticanistas que acompanham o Papa nesta visita, deve acontecer na tarde deste sábado, em Londres, como já aconteceu em suas visitas anteriores a Malta, Estados Unidos e Austrália. O encontro deverá acontecer a portas fechadas.

O sábado também será marcado por um encontro com o primeiro-ministro David Cameron e uma vigília em Hyde Park, onde uma manifestação de protesto está prevista.

Enquanto isso, as seis pessoas detidas na sexta-feira sob suspeita de preparar um ato terrorista durante a visita do Papa continuavam sendo interrogadas pela polícia.

As seis pessoas, de 26 a 50 anos de idade, trabalhavam para a empresa de limpeza privada Veolia Environmental Services, filial da francesa Veolia, terceirizada pelo conselho municipal de Westminster, segundo informou uma autoridade local em um comunicado.

A polícia continua revistando a casa dos detidos e dos arredores onde moram no centro da cidade.

Segundo os meios de comunicação britânicos, pelo menos cinco presos não são britânicos e a maioria seria de argelinos.

Os investigadores não encontraram qualquer material perigoso e se negam a dizer o tipo de ameaça e se esta ameaça tinha a ver diretamente com o Papa.

A polícia precisou que o dispositivo de segurança foi reexaminado, mas que o itinerário do Papa não foi modificado.

*A Tarde

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