Febre amarela: Especialista sugere inclusão de vacina no Programa Nacional de Imunizações

Com o atual surto de febre amarela, especialistas propuseram que a vacina contra a doença seja incluída no Programa Nacional de Imunizações, que inclui todas as crianças. Para pesquisadores do Instituto Adolfo Lutz, em São Paulo, há sinais de que a febre amarela esteja passando por alterações que representarão novos desafios.

Um grupo do Núcleo de Doenças de Transmissão Vetorial do Adolfo Lutz tem encontrado, há cerca de um ano, espécies de primatas mortas em surtos que não afetaram humanos. As espécies mais afetadas foram os macacos-prego (Cebus) e micos do gênero Callithrix. “Temos um grande problema com a febre amarela. Essas duas espécies de macacos eram resistentes, mas temos encontrado pregos e micos mortos. Não sabemos se o vírus mudou ou se algum tipo de desequilíbrio provocou esses episódios. Não é possível dizer que o perigo aumentou. Mas a incerteza está maior.

Por isso, a vigilância de casos em humanos, em primatas silvestres e de infecção de mosquitos é tão fundamental. A febre amarela está associada ao desequilíbrio ambiental, e alguma coisa está acontecendo”, destacou o diretor técnico da equipe, Renato Pereira de Souza, ao jornal O Globo. “De novembro para cá, os surtos em macacos, que chamamos de epizootias, parecem ter se intensificado. Além disso, em dezembro passado, foi registrado um caso de febre amarela silvestre num morador da região de Ribeirão Preto. Achamos que o surto em Minas é parte disso”. Um dos maiores especialistas em febre amarela no mundo, o virologista Pedro Fernando da Costa Vasconcelos, acredita que o surto em Minas Gerais mostra a necessidade de incorporação da vacina contra a doença ao Programa Nacional de Imunizações (PNI). “Um estudo do meu próprio grupo mostrou há muito tempo que a vacina pode em alguns casos causar efeitos indesejáveis. Mas hoje os benefícios da vacina superam os riscos, e ela deveria ser oferecida a crianças em todo o Brasil. Aí teríamos uma proteção muito maior da população”, afirmou.

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